A primeira vez que se pensou em escutismo em Mafra, foi em 1974, ideia esta que surgiu no seio da família Vaz Antunes, em colaboração e fortemente incentivada pelo então Pároco Sr. Padre Carmo.
Foi em 1976 que Fernando Vaz Antunes, Miguel Machado e João Ramos, realizaram o 1º Acampamento experimental no Vale da Guarda com 9 rapazes com idades dos 10 aos 14 aros, estávamos na Páscoa de 1976.
O 2º Acampamento experimental realiza-se logo no Verão seguinte, este no Casal do Samouqueiro. Foi por esta altura que decorreu também um Acampamento na tapada Nacional de Mafra, da Região de Lisboa, onde estiveram presentes cerca de 300 escuteiros, o que veio incentivar mais o movimento em Mafra. Finalmente, é no dia 6 de Novembro de 1976, dia do Beato Nuno Álvares Pereira (Patrono do Agrupamento) que nasce o Agrupamento 488 de Mafra.
Para assinalar esta data, foram investidos os primeiros escuteiros (9 exploradores e 3 caminheiros). Estava assim dado o início daquele que foi o primeiro ano oficial escutista em Mafra.Como principal objectivo de pôr em prática os conhecimentos teóricos adquiridos entre Novembro de 76 e Março de 77, realizou-se o 3º Acampamento de Agrupamento, que, por sua vez serviu de base de preparação para a participação no IVº Acampamento de Núcleo do Oeste, em 77, na Serra Del Rei-Peniche onde Mafra se fez representar por uma Patrulha de Exploradores de 8 elementos, de nome Gamo, e que brilhantemente obteve o lº lugar na classificação geral.O Agrupamento prossegue com instrução normal de técnicas escutistas, segundo as pistas deixadas pelo próprio Fundador do escutismo. No início do ano escutista de 1979 o chefe João Ramos assume a chefia do Agrupamento, em virtude do chefe Fernando Vaz Antunes ser impossibilitado de continuar por razões pessoais.
Os anos do escutismo em Mafra vão decorrendo, contudo, é em 82 que Mafra atinge um elevado grau de técnica escutista, evidenciando-se na participação do IIº Festival Escutista do Oeste em Óbidos, com o 1º lugar em todas as provas onde participou.
Neste ano dá-se também uma nova mudança de chefia do Agrupamento. Desta feita, é Jorge Ferreira que assume a chefia do Agrupamento.
Em Outubro de 83, o Agrupamento contava já com um efectivo de 90 elementos, é também neste ano escutista que se dá uma nova alteração na chefia do Agrupamento, desta vez assumida por Francisco Vaz Antunes que se mantêm no cargo até Abril de
85, data em que por decisão do Conselho de Agrupamento, assume interinamente o cargo de chefe do Agrupamento o ainda Caminheiro João Quintas, devido à falta de Dirigentes no Agrupamento nesta fase.Estávamos numa época menos boa da história do Agrupamento, surgindo a necessidade de apelar a ex-Dirigentes, com resposta apenas do chefe Jorge Ferreira.
É então em Novembro de 85, no IXº Aniversário do 488, que é oficialmente investido o chefe de Agrupamento João Quintas, ficando o Jorge Ferreira como chefe do Grupo Júnior e adjunto do Agrupamento.
Começa assim uma nova fase na história do Agrupamento, onde são propostos pela direcção para frequentarem o CIP, 5 Caminheiros em comissão de serviço que assim construíram uma equipa de Dirigentes que assegurou a continuidade do Agrupamento, juntamente com os 2 chefes já existentes sendo eles: Paulo Ramos, Luís Realista, Alexandre Parracho, Fernanda Realista e Cristina Filipe, que foram investidos Dirigentes em Novembro de 86 no Xº Aniversário.
Com esta nova equipa, decide-se desenvolver mais a vertente social da pedagogia escutista, e é nesta linha de acção que no Natal de 87 se lança a campanha “Um Gesto de Amor, Um Brinquedo”, que tinha como objectivo ajudar as crianças mais desprotegidas do Concelho de Mafra.Mais tarde, na Páscoa de 89, realiza-se o Troféu Nuno Álvares Pereira, com a participação de 3 Agrupamentos do Núcleo do Oeste (Freiria, Torres Vedras e Campelos), que teve como objectivo a competição de carros de madeira.
Este Troféu também se tem vindo a realizar quase todos os anos.
Mais tarde sucede ao Chefe João Quintas, o Chefe Luís Realista, na frente do Agrupamento, o qual, devido a razões pessoais, acabou por sair, retomando assim a chefia do Agrupamento João Quintas.
No ano de 1992 o agrupamento esteve representado no Acampamento Nacional na praia do Palheirão em Coimbra por uma patrulha de 5 elementos. Em 1995, dá-se mais uma mudança na chefia do Agrupamento, passando então Amélia Rijo a chefe em substituição de João Quintas, mas também por pouco tempo, devido à sua gravidez. Assim, Tiago Realista assume a chefia do Agrupamento nesse mesmo ano, mas por apenas 4 meses.Mais uma vez o agrupamento se encontrou numa fase menos positiva, tendo em 1996, pelo nosso XXº aniversário, Aurélio Carvalho, que na altura chefiava o Grupo Explorador, assumido a direcção do agrupamento juntamente com alguns jovens caminheiros que assumiram, também, as principais funções na direcção e nas diferentes secções. É de referir que sem o enorme esforço e dedicação destes jovens que “agarraram” o agrupamento talvez hoje não existíssemos.Dois anos mais tarde, em 98 realçam-se alguns factos importantes na vida do Agrupamento com a criação de uma comissão Permanente de Pais do 488 que tem vindo a colaborar com o Agrupamento, ajudando em muito o trabalho desenvolvido pelo próprio Agrupamento, com uma grande actividade regional – S. Jorge – desta vez realizada em Mafra e onde estiveram presentes cerca de 4000 escuteiros de toda a região de Lisboa.Aqui ficou mais uma vez bem demarcado o espírito de responsabilidade de todos os escuteiros deste agrupamento que muito “suaram” para que tudo corresse na perfeição. Ainda no ano escutista de 1998 reabriu o Clã do agrupamento com 6 elementos pela mão do Chefe Aurélio e Sónia Realista como Chefe Adjunta.
Ainda no ano de 1998 o agrupamento de Mafra conquistou outra grande vitória comprando uma carrinha de nove lugares, que muito jeito nos tem dado. Esta carrinha foi adquirida depois de algumas campanhas de angariação de fundos e com alguns patrocínios. Por fim é de referir a representação do nosso agrupamento, com dois elementos, no grande Jamboree realizado no Chile em Dezembro de 1998.
No ano escutista 98/99, surge também a ideia de formação de um novo Agrupamento no Concelho de Mafra, para o qual o Agrupamento de Mafra foi convidado a apoiar e acompanhar, é este o actual agrupamento do Milharado.
Em 1999 Mafra esteve também em grande no ACANUC estando presentes todas as secções. Já em 2001, Mafra recebeu duas grandes actividades do Núcleo: o Raid TT e a Festa do Sol, actividades de referência da IIIª e Iª secção, respectivamente.
Por fim, é de referir a forte vertente social que acompanha este agrupamento, sendo algumas das actividades da praxe a ida ao Telhal e ao Lar de Idosos da Santa Casa por parte do Clã, a recolha de alimentos e brinquedos para as famílias mais desfavorecidas do nosso concelho, a participação nas actividades da Paróquia, a ajuda a eventos promovidos pela Câmara, etc.
Assim, resta-me dizer que o 488, orgulha-se do crescimento e respectivo desenvolvimento que tem tido ao longo destes 25 anos de existência, sendo constituído neste momento por cerca de 100 elementos, distribuídos pelas 4 secções em funcionamento no Agrupamento.
